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ACIRLAG repudia penalização dos empresários e defende fiscalização em locais de aglomeração

A Associação Comercial, Industrial e Empresarial da Região Leste de Aparecida de Goiânia (ACIRLAG), por meio de seu presidente, Maione Padeiro, reforça sua posição em defender a classe empresarial em relação à responsabilização dos comerciantes como se fossem os grandes culpados pela transmissão do novo coronavírus. O dirigente alerta que há muitos locais em que pessoas ficam mais expostas ao contágio que dentro dos estabelecimentos comerciais.

Maione lembra, a princípio, dos 21 terminais de ônibus que atendem o RedeMob Consórcio, responsável pela integração do transporte coletivo de 18 cidades que integram a Região Metropolitana de Goiânia. “Desde o começo da pandemia vemos pessoas amontoadas em pontos de ônibus, terminais e também no interior dos veículos”, ressalta.

Sobre a reclamação do dirigente acerca dos registros de aglomeração que frequentemente são presenciados nos terminais, nesta terça-feira (07/07) o consórcio convocou uma coletiva de imprensa para informar que vai propor às autoridades que sejam fechados todos esses locais. Proporá, ainda, que, as linhas do transporte público sejam readequadas para que as pessoas possam seguir dos bairros mais movimentados para as regiões com maior demanda, sem a integração que atualmente é feita nos terminais.

Clandestinidade

Outra defesa de Maione Padeiro é quanto à insistência de algumas pessoas em desrespeitar as ordens de distanciamento e isolamento social. “Em vários locais presenciamos a realização de festas clandestinas e locais funcionando sem autorização das autoridades e órgãos competentes”, pontua, ao enfatizar que os empresários ajudam também quanto à conscientização das pessoas.

E completa: “defendemos [ACIRLAG] muitas das medidas adotadas pelos nossos governantes, mas não a penalização sobre os empresários. Até porque nossos comerciantes estão dispostos a ajudar no combate à pandemia. Tanto que foram feitos inúmeros investimentos em materiais de higiene e desinfecção, controle de fluxo de pessoas, entre outros”, lembra o dirigente.

Consequências

Maione Padeiro lembra também que o fechamento dos comércios resulta em consequências que, caso não sejam observadas, podem levar à morte. E esclarece que, desde que foi instituído o estado de calamidade em saúde pública, milhares de empresas foram fechadas.

E como consequência, há um elevado número de desempregados no Estado e no país. “Pessoas desesperadas pela perda de suas empresas ou empregos, sem terem o sustento para as suas famílias, podem cometer até mesmo o suicídio, o que já ocorreu. Assim, devemos preservar vidas também quando tratamos de economia”, lamenta.

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