20°C
Clear sky

Alego sedia projeto de formação para mulheres que pretendem ingressar na política

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) vai sediar, no próximo sábado e domingo, ou seja, dias 6 e 7 de agosto, um encontro para formação do Projeto Goianas na Urna. A reunião terá início às 8h em ambos os dias. O projeto será viabilizado na Casa de Leis por intermédio da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT) no auditório 201 do Legislativo goiano. 
O Goianas na Urna é a primeira escola de formação e fortalecimento de candidaturas femininas em Goiás. Trata-se de uma organização suprapartidária que nasceu, segundo os próprios dirigentes, por acreditar no poder transformador de mulheres comprometidas com a equidade de gênero.
“Nossa visão é promover um aumento da representatividade feminina no cenário político goiano. Para isso, formamos uma rede de mulheres comprometidas com a luta por igualdade de gênero. Esse projeto é comprometido com pautas democráticas, prezando pelos valores da igualdade de oportunidades, equidade, justiça social e, sobretudo, pelo aumento de representatividade feminina nos espaços legislativos”, diz um trecho do comunicado divulgado no perfil oficial do grupo.
O trabalho desenvolvido pelas lideranças consiste na criação de um processo seletivo onde são selecionadas mulheres de todos os espectros políticos, que tenham o objetivo de se candidatar a cargos legislativos. Um dos critérios primordiais é que sejam comprometidas com as pautas democráticas e de equidade de gênero.
Às mulheres são ofertados cursos de formação política que levam em conta aspectos teóricos e práticos. “Promovemos acesso a plataformas eleitorais de mapeamento do eleitorado e desafiamos nossas selecionadas para implementarem o conteúdo em suas candidaturas locais”, explicam os organizadores no perfil oficial do Goianas. 
Outro ponto diz respeito à preparação para a campanha. “Apoiamos o diálogo das participantes com os partidos políticos, disponibilizamos mentorias para candidaturas de mulheres negras, compartilhamos materiais e ferramentas preparatórias para as etapas de pré-campanha, campanha e pós-campanha e ampliamos a visibilidade das candidatas em nossas plataformas de comunicação”, acrescenta em outro trecho. 
Por fim, o grupo ainda viabiliza a formação de uma rede de conexão entre as candidatas com voluntárias/os que queiram apoiar as candidaturas femininas. O projeto foi lançado em 2019 e já selecionou 57 mulheres interessadas em se candidatar. Ao todo, mais de 100 já se inscreveram. “Nossas selecionadas vieram de onze cidades do estado de Goiás e de 16 partidos políticos diferentes”, explica a organização que frisa: “cinco terminaram eleitas”. 
Para a doutora em Ciência Política, Deborah Thomé, os desafios que afastam as mulheres da política decorrem do fato de que “as campanhas no Brasil são muito caras, as mulheres normalmente conseguem menos acesso a recursos”. Segundo ela, o próprio tempo se torna um “recurso limitado” para conseguir, de fato, alcançar espaços significativos na luta política. “A mulher é olhada pelos eleitores como alguém que não é esperada naquele lugar. Como sociedade, se queremos mudar de alguma forma essa realidade é preciso que os partidos e que o estado interfira nessa relação de desigualdade”. 

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp