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Aluna de Etec se destaca em competição internacional

O drone aquático que funciona como uma estação portátil para agilizar e melhorar o monitoramento da qualidade da água rendeu mais um prêmio para uma estudante da Escola Técnica Estadual (Etec) Benedito Storani, localizada em Jundiaí, Região de Campinas. Depois de vencer a 19ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) e o prêmio da Associação dos Engenheiros Politécnicos, a nova tecnologia ficou com o terceiro lugar na Feira Internacional de Ciências Regeneron ISEF. Sediada nos Estados Unidos, a competição contou com a participação virtual de cerca de 1,8 mil jovens de 65 nacionalidades.

Aluna do curso técnico de Química integrado ao Ensino Médio até 2020, Rafaela Curcio teve que superar alguns desafios para desenvolver o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Análise de Água Automatizada: Desenvolvimento de um Drone à Base de Microcontroladores. “Como o projeto envolvia muito mais a área de engenharia que a de química, fui obrigada a buscar conhecimentos em automação e programação em um curto espaço de tempo”, conta a estudante.

Envolto em uma esfera de isopor, o drone pode ser posto para flutuar em determinado corpo d’água – um lago, por exemplo. Tanto a locomoção do equipamento na superfície aquática quanto a coleta de informações a respeito das características da água são feitas remotamente, por meio de um computador ou até mesmo do celular, em tempo real. O projeto teve os professores José Roberto Cunha como orientador e Ricardo Murilo de Paula na coorientação.

“Vendo a Rafaela se desenvolver não apenas como pesquisadora, mas como divulgadora do próprio trabalho, já sabíamos que ela chegaria longe”, avalia Murilo.

Avaliação em inglês 

Técnica recém-formada, já em 2021, Rafaela teve que recorrer à aulas particulares para romper rapidamente a barreira do idioma e passar pela avaliação da banca na competição internacional, que foi feita ao vivo, por videoconferência. “Quando descobri que estava classificada para a Regeneron ISEF, tive pouco mais de um mês para aprender inglês. Sabia apenas o verbo to be, que aprendi na escola”, confessa a jovem, que se mostrou surpresa com tantos bons resultados. “Não esperava alcançar tudo isso. Já fiquei radiante com o primeiro lugar na Febrace. Quando veio a premiação internacional, meu coração disparou e quase desmaiei.”

Rafaela procura ajuda para fazer melhorias e ajustes no drone e se mostra otimista em relação à continuidade do projeto. “Pretendo buscar parceiras, já estou conversando com algumas empresas e ONG’s (organizações não-governamentais). Creio que vou conseguir algum apoio.”

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