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Brasil assina Declaração de Copenhague de combate à pesca ilegal

O Brasil assinou hoje (22) a Declaração de Copenhague, documento que o coloca como membro da Blue Justice, iniciativa do governo norueguês e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento que tem, por objetivo, promover ações transnacionais contra o crime organizado na indústria pesqueira. O Brasil é o 34º país a integrar o grupo.

“É uma iniciativa importante para a imagem do Brasil e para desenvolvermos documentos com propostas visando a proteção dos oceanos, onde é possível a exploração 100% sustentável de recursos. A Declaração de Copenhague tem o valor de reconhecer os impactos negativos [desse tipo de exploração, quando feito de forma irregular] e de identificar organizações criminosas [que atuam na área pesqueira]. Essa declaração mostra como atacar esse problema, e para isso precisamos de cooperação global”, disse o secretário do Ministério das Relações Exteriores da Noruega, Jens Frolic Holthe, durante a cerimônia de assinatura online do documento.

Segundo o embaixador da Noruega no Brasil, Nils Martin Gunneng, a entrada do Brasil é “muito significativa”. “Todos temos responsabilidades, e o Brasil mostrou forte dedicação a nos ajudar no combate a esse tipo de crime internacional”. Ele lembrou que o bacalhau é um alimento que interconecta os dois países, e que a iniciativa “nos faz trabalhar juntos para levar mais bacalhau para os jantares brasileiros”.

Embaixador do Brasil na Noruega, Paulo Roberto Ribeiro Guimarães, disse que o Brasil tem avançado nas inspeções de atividades pesqueiras em suas regiões marítimas. Para ele, a cooperação entre os países resultará em ações que possibilitarão o desenvolvimento de uma rede de combate à pesca ilegal.

O secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jorge Seif Júnior, lembrou que, além da importância social e nutricional que tem para as populações, a pesca é “um negócio internacional multibilionário”. 

“Nós, gestores e tomadores de decisão, devemos empregar as melhores práticas de governança e gestão da pesca. Práticas inteligentes, estratégicas, coordenadas e baseadas em evidências científicas e informações qualificadas”, disse o representante do governo brasileiro, escalado para assinar o documento.

“O Brasil tem a maior linha costeira do Oceano Atlântico Sul: um total de 8,5 mil quilômetros. Nossa costa, chamada Amazônia Azul, totaliza 5,7 milhões de quilômetros quadrados, se somada à nossa Zona Econômica Exclusiva”, acrescentou.

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