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Casa de bebidas artesanais da Cidade de Goiás deve receber reconhecimento cultural por iniciativa de Adriana Accorsi

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) recebeu o processo legislativo nº 2345/22 e começa a analisar as exigências formais e legais da proposição da deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), que pretende declarar a Casa Dodô, situada na cidade de Goiás, como Patrimônio Cultural e Imaterial goiano. O projeto de lei ordinária será analisado pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB), escolhido relator da matéria na CCJ, e, posteriormente, o parecer será encaminhado para votação no Plenário da Alego.
A parlamentar apresentou diversos argumentos para fundamentar a proposta, entre eles, está o histórico do espaço cultural e de lazer que, segundo ela, faz parte da vida da antiga Capital do estado. Accorsi conta na justificativa do projeto que Salvador dos Santos Souza, mais conhecido como seu Dodô, nasceu em 1° de novembro de 1900, em Itapuranga, quando esta ainda se chamava Xixá. Filho de Augusto Clementino de Souza e Antônia Clementino de Souza, veio para a cidade de Goiás ainda criança. Casou-se com Ecilda Coelho de Souza em 1922 e tiveram oito filhos. Sempre participou das comissões organizadoras das festividades sociais, culturais e políticas da sua época.
Ela acrescenta que, em meados de 1920, seu Dodô montou uma mercearia de secos e molhados, dando início a uma tradição familiar de produção de pingas de diversos sabores, a partir das frutas do cerrado. Criando suas próprias receitas para licores e cachaças com os frutos regionais, tendo como principal matéria-prima jenipapo, murici, curriola e mutamba. A prática de produção das cachaças já tem mais de um século e se transformou em patrimônio local.
Ainda segundo a parlamentar em sua argumentação, atualmente, a Casa Dodô Bebidas Artesanais se encontra na quarta geração da família, carregando códigos sociais, lembranças, tradição e a história da descendência de seu Salvador, gerando um sentimento de identidade e continuidade há mais de 100 anos. Em razão disso, ela assegura que sua iniciativa de elevar a Casa Dodô a patrimônio cultural de Goiás tem amplo mérito, pois “os saberes e rituais praticados para a produção dessas bebidas são únicos e enraizados e não cedem às pressões da modernidade ou leis do comércio, é o chamado trabalho de salvaguarda, organizado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), na garantia de preservação de processos culinários”, destaca a deputada.

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