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Coronavírus: Goiás precisa de um pacto emergencial na economia

Se ainda não podemos calcular a extensão dos danos que a pandemia do novo coronavírus causará na economia brasileira, uma coisa é certa: o Brasil já está sendo afetado negativamente pela desaceleração global e enfrentará mais problemas na área econômica com a disseminação do vírus no Brasil. O mercado de trabalho formal, que deu sinais de recuperação no trimestre encerrado em janeiro deste ano, deve sofrer influência da pandemia de coronavírus.

Se ainda é cedo para medir o tamanho do impacto que será sentido devido à pandemia, já é hora de discutirmos e tomarmos ações que possam minimizar os danos à economia do Brasil pela chegada do coronavírus no país, caso contrário entraremos em uma recessão ainda mais profunda e danosa a todos. Neste momento, não é possível precisar a extensão dos danos porque não sabemos ainda a intensidade nem a duração da crise, mas o fato é que o cenário de expectativas positivas para 2020, neste momento, está suspenso.

Em tempos de crise, a união de forças e ações conjuntas pode apontar soluções para graves problemas, como o que vivemos no momento. Sabemos da concentração de esforços das autoridades para frear a disseminação do coronavírus – e todos devemos dar nossa parcela de contribuição, nos informando e seguindo as orientações e determinações das autoridades competentes.

Mas isso não impede que, ao mesmo tempo em que estamos vigilantes na prevenção, possamos pensar e tomar medidas que estimulem a economia, porque o Brasil já sofre demais com a economia estagnada. No plano federal, após pressão do Congresso  Nacional o Governo já anunciou a suspensão, pelo período de 120 dias, da realização de prova de vida dos beneficiários do INSS. Também antecipará, para abril, do pagamento de R$ 23 bilhões referentes à parcela de 50% do 13º salário aos aposentados e pensionistas do INSS. Novas medidas do governo para o combate ao coronavírus serão anunciadas nesta segunda-feira, sendo que o ministro da Economia, Paulo Guedes citou que recursos, da ordem de R$ 30 bilhões, do PIS/Pasep não sacados por beneficiários ou herdeiros poderiam ser destinados para a saúde.

Talvez seja o momento de as autoridades goianas, governamentais e da iniciativa privada, representantes das universidades pensarem em medidas econômicas para fortalecer a economia goiana. Sabemos que nos estados a margem de ação é bem menor do que o governo federal, mas ouvindo opinião de quem trabalha e produz certamente encontraremos um caminho  mais seguro para trilhar nesse momento difícil que estamos passando. Goiás tem uma rede de empresários capacitados e prontos para dar sua contribuição para passarmos por essa fase que deixa todos apreensivos.

O setor industrial goiano registrou, no mês de janeiro de 2020, crescimento de 2,5%, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE. O percentual revela indicadores conjunturais da indústria acumulados nos últimos 12 meses e coloca Goiás em posição de destaque no cenário nacional. Com ações proativas, o poder público e a iniciativa privada podem diminuir os impactos negativos do coronavírus na economia goiana.

Maione Padeiro é presidente da ACIRLAG – Associação Comercial, Industrial e Empresarial da Região Leste de Aparecida de Goiânia

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