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Entenda como a matriz elétrica brasileira está mudando

Atualmente, o Brasil possui uma matriz elétrica majoritariamente renovável, em grande parte composta de energia proveniente das usinas hidrelétricas. Mas as características dessa matriz vêm mudando. O 13º episódio do AneelCast, podcast da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), explica como a matriz elétrica brasileira está passando por esta transformação, caracterizada pela redução da participação das usinas hidrelétricas.

O programa também mostra como é a atuação da Aneel na regulamentação de usinas híbridas, isto é, usinas que utilizam mais de um tipo de fonte de geração de energia elétrica e que têm conquistado espaço na matriz de geração do país. Usinas híbridas consistem em um modelo que permite a diminuição das interrupções e a otimização de recursos, já que uma fonte pode suprir a falta temporária da outra.

“O Brasil vem passando por uma grande transformação de sua matriz, mas mantendo foco em uma expansão a partir de fontes renováveis. Por muito tempo essa característica esteve relacionada às nossas grandes usinas hidrelétricas. Porém, na última década, a participação percentual dessas usinas vem caindo e isso tem ocorrido como consequência de restrições ambientais a projetos hidrelétricos com grandes reservatórios e pelo natural esgotamento dos melhores potenciais de geração”, explica a diretora da Aneel Elisa Bastos.

Apesar disso, Elisa esclarece que o panorama, ainda “aponta na direção” da geração de energia elétrica por fontes renováveis. A diferença é que, agora, essa direção é sustentada pelo rápido crescimento das fontes eólica e solar, que, “juntas, já representam mais de 10%, tanto em termos de capacidade instalada quanto em energia gerada”. Novos arranjos para potencializar a capacidade de geração têm sido desenvolvidos, como é a proposta inovadora de hibridização das usinas.

Usinas híbridas x usinas associadas

Tanto as usinas híbridas quanto as associadas são formadas por usinas com diferentes tecnologias de geração. Normalmente, com características de produção complementar que compartilham fisicamente a infraestrutura de conexão e uso da rede elétrica. “A diferença entre elas está na outorga de geração. Enquanto as híbridas são objeto de uma única outorga, as associadas têm outorgas distintas. Temos a expectativa do desenvolvimento de novos projetos que já surjam híbridos, mas há também um grande potencial para a associação de usinas existentes com novas tecnologias de geração, aproveitando a capacidade da rede que já está contratada”, afirma Elisa.

Para conferir o episódio completo do AneelCast, acesse 

Com informações da Aneel

 

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