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Entidades vão recorrer de novo à justiça para abrir comércio

O Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas) e Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fercomércio) comunicaram agora pouco que vão recorrer da decisão da Presidência do TJ-GO de fechar novamente o comércio de Goiânia. A ação das duas entidades será protocolizada ainda na manhã de hoje (3).

Para o Sindilojas, o vai e vem de decisões judiciais para mandar abrir e fechar o comércio, muitas vezes no mesmo dia, é estarrecedor. Isso evidencia o descaso das autoridades públicas com o setor produtivo, que é o maior gerador de empregos da capital e do estado.

O sindicato acredita que essa batalha jurídica gera insegurança para os empresários, que acabam não tendo outra alternativa a não ser demitir, já que, de portas fechadas, o faturamento das empresas é reduzido a zero. O comércio fica sem receita para honrar seus compromissos.

Para o Sindilojas, a queda de braço pela reabertura ou não do comércio é infrutífera. As estatísticas oficiais mostram que, mesmo com o comércio fechado há mais de 100 dias, os índices de contágio do novo coronavírus se multiplicam a cada dia. Portanto, para o Sindilojas, o comércio não é o principal vetor de contaminação da doença. Ao contrário, as lojas do ramo varejista são ambientes controlados, que foram preparadas para reabrir com segurança.

O Sindilojas alerta para a possibilidade de desobediência civil, já que os empresários, os trabalhadores, o consumidor e a própria sociedade em geral agora dormem sem saber se vão poder trabalhar ou não no dia seguinte. E deixa o questionamento: Por que não atacar a raiz do problema, ou seja, criar leitos e melhorar o aparato da saúde pública para combater a Covid-19?

No entendimento do Sindilojas, é um erro grave também permitir a operação do transporte público do modo como está. Há aglomerações cada vez maiores nos terminais e nos ônibus, e nenhum esforço aparente do poder público para salvaguardar as vidas dos milhares de usuários do transporte coletivo e das pessoas que têm contato com que é obrigado a viajar em pé, sem distanciamento social e suscetível ao contágio dessa terrível doença.

Imagem: Walter Paparazzo

 

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