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Imigração, narcotráfico e fronteira são temas das eleições do México

No próximo dia 1º, mais de 89 milhões de eleitores do México irão às urnas para escolher o novo presidente do país. No total, serão 3,4 mil cargos, entre eles, representantes do Congresso, nove governadores, além de representantes executivos e legislativos nos estados e nos municípios. Os temas que dominam as campanhas são a violência cristalizada pelo narcotráfico e infiltrada em diferentes setores, a imigração e a relação com os Estados Unidos.

No domingo, os eleitores mexicanos elegerão o presidente da República em turno único. No país, não há segundo turno. A disputa presidencial tem quatro candidatos. O vitorioso cumprirá mandato de cinco anos e 10 meses.

Estão na corrida presidencial Andrés Manuel López Obrador (coligação Morena-PT-PES); Ricardo Anaya (PAN-PRD-MC); José Antonio Meade (PRI, PVEN, Panal) e Jaime Rodriguez Calderón, El bronco (independente).

A única candidata mulher era a independente Margarita Zavala, que abandonou o processo em maio. Ela é casada com o ex-presidente Felipe Calderón.

Favoritismo

O candidato de esquerda Andrés Manuel López Obrador tem aparecido nas pesquisas como o favorito dos eleitores. Aos 64 anos, chamado por suas iniciais AMLO, o político veterano é ex-prefeito da Cidade do México (capital). Essa é a terceira vez que López Obrador tenta chegar ao governo federal.

O segundo colocado nas pesquisas é o conservador Ricardo Anaya, 39 anos, representante do Partido Ação Nacional (Pan). Conhecido pela juventude, oratória e memória, Anaya liderou a Câmara dos Deputados de 2013 a 2014. Ele enfrenta acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, mas nega as denúncias.

Em terceiro lugar nas pequisas está Antonio Meade, 49 anos. Economista e advogado, o candidato da situação, apoiado pelo presidente Enrique Peña Nieto (PRI), enfrenta a baixa popularidade do presidente que o apoia e o desgaste da legenda, após décadas no poder e denúncias de corrupção.

Eleição Unificada

Além do presidente da República e nove governadores dos 32 estados, os eleitores votarão para Executivo e Legislativo federal, estadual e municipal. No total, serão escolhidos 500 deputados e 128 senadores.

Na Câmara, 300 deputados serão escolhidos de maneira direta – um representante para cada distrito. Os 200 deputados restantes serão eleitos proporcionalmente, chamados no país de deputados plurinominais.

Os deputados eleitos por maioria relativa são aqueles que terão o nome na cédula eleitoral como opção. Os deputados plurinominais são aqueles apontados em listas dos partidos – 40 nomes por região, sendo ao todo cinco distritos (regiões) eleitorais no país.

No Senado, dos 128 representantes, 96 serão eleitos diretamente, sendo 3 para cada um dos 32 estados (ou entidades). Os 32 senadores restantes também são chamados de plurinominais e são apresentados pelos partidos em uma lista nacional.

Os deputados e senadores eleitos terão mandatos de seis anos, iniciados em setembro.

Edição: Lílian Beraldo

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