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Justiça manda quebrar sigilo do Ifood para investigar caso de racismo em Goiânia

O entregador do aplicativo foi chamado de macaco enquanto esperava para entrar no condomínio Aldeia do Vale

O Poder Judiciário deferiu nesta segunda-feira,9, os pedidos feitos pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) relativos ao caso de racismo cuja vítima foi um entregador/motoboy e o suposto autor seria uma moradora do condomínio Aldeia do Vale, em Goiânia.

   A Justiça deferiu a quebra telemática do usuário por meio do qual o crime de racismo foi cometido. A decisão judicial já foi encaminhada à empresa Ifood, com teor em caráter sigiloso e urgente. A DERCC aguarda agora o fornecimento dos dados requeridos para os próximos dias.

   O caso ocorreu no dia 26 de outubro. O entregador do aplicativo, Elson Oliveira, de 39 anos, foi cumprir mais uma entrega do dia como de costume e ao chegar na portaria do condomínio ficou esperando autorização para entrar, após longa espera ele foi avisado pelo dono da hamburgueria, onde presta o serviço de entrega para voltar e ao chegar ele ficou sabendo o motivo.

O entregador, Elson Oliveira garante que vai até o fim para que a justiça seja feita

 A atendente do estabelecimento que mantém contato com os clientes mostrou a ele as mensagens racistas, em que uma suposta moradora, disse que “lá não era para entrar preto”, o chamou de macaco e pediu para que a entrega fosse feita por uma pessoa de cor branca. (confira os prints nesta matéria).

  A situação causou grande repercussão, com protestos na portaria do Aldeia Vale e agora o entregador espera uma resposta da justiça. “Doeu muito ler aquelas mensagens, e agora vou até o final com esse processo”, garante Elson.

Imagens:reprodução/divulgação

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