Lula critica crescimento das apostas e defende possível fim das bets no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o avanço das casas de apostas no país, classificando o cenário como uma “jogatina desenfreada”. Em entrevista concedida ao portal ICL Notícias nesta quarta-feira (8), Lula afirmou que, se a decisão dependesse exclusivamente dele, as chamadas “bets” deixariam de operar no Brasil.
Durante a entrevista, o presidente destacou que o tema vem sendo debatido internamente no governo nas últimas semanas, mas ressaltou que qualquer decisão final depende do Congresso Nacional. Ainda assim, reforçou sua posição crítica em relação ao crescimento do setor.
“Se depender de mim, a gente fecha as bets. Obviamente que depende do Congresso Nacional, de discussão. Eu sei que elas financiam — não posso citar nomes, porque não sou juiz nem policial —, mas todo mundo sabe quem são os deputados, os partidos, os senadores. Então não é possível continuar com essa jogatina desenfreada neste país”, declarou.
Lula também questionou a real utilidade das plataformas de apostas e levantou dúvidas sobre os impactos sociais do setor. Segundo ele, caso seja comprovado que as bets causam prejuízos à população, o país deveria considerar medidas mais duras, como a proibição ou uma regulamentação mais rígida.
“Se elas causam o mal que a gente acha que causam, por que não acabar com as bets? Ou então regular para que não haja tantas no Brasil, se é que têm alguma serventia”, afirmou.
Outro ponto destacado pelo presidente foi a relação entre as casas de apostas e o financiamento do esporte, especialmente do futebol. Lula ponderou que o esporte brasileiro já se sustentava antes da popularização dessas empresas, indicando que sua existência não seria essencial para o setor.
Além disso, o presidente demonstrou preocupação com o aumento do endividamento da população, sugerindo que o crescimento das apostas pode estar contribuindo para esse cenário. O governo, segundo ele, segue analisando alternativas para lidar com o tema, incluindo possíveis mudanças na regulamentação do setor no país.




