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Nelson Teich deixa o Ministério da Saúde

Antes de completar um mês à frente da pasta, o Ministro da Saúde, Nelson Teich pediu demissão do cargo na manhã de hoje (15).

Ele vinha sendo pressionado para apoiar o uso da cloroquina em pacientes com sintomas leves de coronavírus. Na quinta-feira 14, em reunião com empresários organizada pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, Bolsonaro disse que iria liberar o uso do medicamento – cuja eficiência no tratamento da doença ainda é objetivo de controvérsia – mesmo à revelia de Teich.

Teich também vinha sendo pressionado a agilizar a flexibilização da política de isolamento social, criticada por Bolsonaro. Na quarta-feira, 13, ele havia cancelado uma entrevista coletiva em que anunciaria diretrizes para atribuir aos estados a decisão de relaxar a quarentena, com base em cálculos que levam em conta números de casos confirmados e leitos de UTIs disponíveis, entre outros dados. Para publicar a portaria com as determinações, Teich precisa do apoio de secretários de Saúde estaduais e municipais, que são a favor do isolamento social. Esse parâmetro técnico foi uma promessa de Teich a Bolsonaro pouco antes da nomeação. A demora do então ministro em formalizar esses critérios irritava Bolsonaro.

Tudo isso foi a cota d’água para o pedido de demissão. “A vida é feita de escolhas e hoje escolhi sair. Digo a vocês que dei o melhor de mim no período em que estive aqui. Não é nada simples estar à frente de um ministério desses num momento tão difícil”, afirmou. “Traçamos aqui um plano estratégico. As ações foram iniciadas e o plano deve ser seguido. Todo o tempo em que trabalhamos para passar por um momento como esse, todo o sistema [de saúde] é pensado em paralelo”, disse.

Fonto: © Ueslei Marcelino/Reuters O ex-ministro da Saúde Nelson Teich

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