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“O povo precisa trabalhar”, diz ACIRLAG ao pedir maior flexibilização em Aparecida

A Associação Comercial, Industrial e Empresarial da Região Leste de Aparecida de Goiânia (ACIRLAG), por meio de seu presidente, Maione Padeiro, afirmou neste sábado (11/07) que os empresários aparecidenses não conseguem mais manter a estabilidade econômico-financeira diante do regime de escalonamento que permite o funcionamento apenas em três dias da semana.

Maione lembra que, com o revezamento de abertura entre macrorregiões e dias da semana, os lucros obtidos não suprem as despesas com funcionalismo, taxas e tributos, entre outros gastos. “Não dá mais para sacrificar o empresário”, diz ao citar salões de beleza, barbearias, oficinas, motéis, entre outros segmentos que já apresentam muitos casos de pedido de falência.

Ao defender maior flexibilização por parte do poder público, Padeiro lembra também que nesta sexta-feira (10/07) os empresários se mobilizaram para cobrar sensibilidade da gestão municipal em relação à situação dos empresários aparecidenses. Uma grande carreata percorreu ruas e avenidas da cidade.

E completa: “vemos o sofrimento ocorrer dos dois lados. Empresários fechando seus estabelecimentos e também a população ficando cada vez mais sem emprego”, conta o dirigente. Maione ressalta a decisão do prefeito Iris Rezende, que sinalizou a reabertura definitiva do comércio na Capital a partir da próxima terça-feira (14/07), como medida de socorro aos empresários goianienses.

Mais equipamentos

Outro ponto abordado pelo dirigente são as ações adotadas pela prefeitura de Aparecida que, segundo Maione Padeiro, permitem uma maior flexibilização dos estabelecimentos comerciais. Ele cita o aumento do número de leitos de UTIs e testagem em larga escala, com o intuito de verificar a taxa de contágio pela Covid-19 no município.

Ainda sobre ações de enfrentamento à pandemia, Maione lembra que o empresariado aparecidense sempre foi sensível ao chamado feito pelas autoridades em saúde pública. “Os comerciantes estão fazendo a parte deles, por meio de controle de fluxo de pessoas, disponibilização de álcool 70% e demais medidas de proteção aos colaboradores e clientes”, relata.

Campo político

Outro ponto abordado pelo presidente da Acirlag é quanto à responsabilidade social das lideranças, sejam religiosas, de bairro e, principalmente, politicas. “O que não pode ocorrer nesse momento é presença de palanques políticos, onde pessoas usam desse período difícil para se autopromoverem no campo político”, lamenta.

Como conta, alguns pré-candidatos da situação e outros da oposição estão usando as redes sociais para elogiar ou atacar as ações adotadas pelo Executivo aparecidense. “O momento é de união. Não de oportunismo”, afirma Maione, ao citar o Fórum Empresarial de Aparecida como importante ator e que precisa ser ouvido diante da tomada de decisões que impactam a saúde e a economia de Aparecida e seus munícipes.

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