Padre explica por que nem sempre trocar carne por peixe na Sexta-feira Santa é o ideal

A tradição de evitar o consumo de carne na Sexta-feira Santa ganhou força ao longo dos séculos dentro da Igreja Católica, como forma de marcar um período dedicado à oração, penitência e reflexão sobre a morte de Jesus Cristo.
Com o tempo, passou a ser comum entre os fiéis substituir a carne vermelha por peixe, especialmente o bacalhau. No entanto, essa prática popular acabou sendo vista por muitos como uma regra obrigatória — o que, segundo especialistas, não corresponde ao real ensinamento da Igreja.
O padre jesuíta e jornalista Bruno Franguelli explicou que o principal sentido da data não está na troca de alimentos, mas sim na vivência da simplicidade e da espiritualidade. Segundo ele, o problema surge quando o costume perde o seu propósito original.
De acordo com o religioso, a orientação é evitar alimentos considerados festivos e adotar refeições simples, como forma de penitência. Nesse contexto, não há obrigatoriedade em consumir peixe. Inclusive, se o alimento escolhido for mais caro, a prática deixa de fazer sentido.
“A Igreja propõe um dia de recolhimento, oração e simplicidade. Não faz sentido trocar a carne por algo mais caro, pois isso vai contra o espírito da Sexta-feira Santa”, destacou.
A reflexão reforça que o mais importante durante a data não é o tipo de alimento consumido, mas a intenção por trás da prática, priorizando o desapego e a conexão espiritual.



