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Papa pede que pais ‘não condenem’ filhos homossexuais

Em manifestações anteriores sobre o tema, ele pediu que as famílias não excluam os membros homossexuais e defendeu direitos civis para casais do mesmo sexo

CIDADE DO VATICANO, 26 JAN (ANSA) – O papa Francisco fez uma oração para pais e filhos na audiência geral desta quarta-feira (26), ao lembrar de São José, e disse que os genitores nunca devem condenar os filhos homossexuais.

“Penso nesse momento em todas pessoas que ficam cansadas do peso da vida e não conseguem mais nem esperar nem rezar. Que São José possa ajudá-las a abrirem diálogo com Deus, para reencontrar a luz, força e ajuda. Penso nos pais com filhos doentes, também com doenças permanentes, quanta dor! Também nos pais que veem uma orientação sexual diferente nos filhos: como gerir isso, como acompanhá-los e não esconder-se em um comportamento de condenação”, disse o Pontífice.

Em manifestações anteriores sobre o tema, Francisco já pediu que as famílias não excluam os membros homossexuais e defendeu que a união civil entre pessoas do mesmo sexo seja regulamentado para garantir direitos como acesso a saúde e compartilhamento de bens. Por outro lado, a Igreja publicou documento em 2021 no qual mantém a proibição de que casamentos entre pessoas do mesmo sexo sejam abençoadas por padres ou bispos.

Em 2016

O papa Francisco disse no último domingo, 26 de junho, que a Igreja deve pedir desculpas aos homossexuais pela forma com que foram tratados todos estes anos.

Em conversa com jornalistas a bordo do avião papal, quando voltava de uma visita de três dias à Armênia, Francisco voltou a dizer que se a pessoa “tem boa vontade e que busca Deus, quem somos nós para julgá-la?”.

“Os cristãos devem pedir perdão por ter acompanhado tantas decisões equivocadas”, disse, quando foi questionado se está de acordo com o cardeal Reinhard Marx, que declarou que a Igreja Católica deve pedir desculpas à comunidade gay por tê-la marginalizado.

“Eu creio que a Igreja não só deve pedir desculpa a essa pessoa que é gay e que ofendeu, mas também deve pedir desculpas aos pobres, às mulheres e às crianças exploradas no trabalho. Deve pedir desculpas por ter abençoado tantas armas”, acrescentou.

Em 2013, na viagem de regresso a Roma após visitar o Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o papa Francisco chamou a atenção da imprensa mundial ao se referir pela primeira vez como Pontífice sobre o tema. “Se uma pessoa é gay e procura Jesus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O catecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas. Elas devem ser integradas à sociedade”, declarou na ocasião.

Foto destaque: ANSA Brasil

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