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Prêmio Zilda Arns faz homenagem a defensores dos direitos dos idosos

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Premiação é promovida pela 2ª Secretaria da Câmara

Profissionais de saúde, instituições de longa permanência de idosos (ILPIs) e representantes do governo federal receberam nesta terça-feira (12) o Prêmio Zilda Arns 2022, um reconhecimento da Câmara dos Deputados pela contribuição deles à defesa dos direitos da população mais velha.

O prêmio homenageia a médica pediatra Zilda Arns (1934-2010), que foi uma das fundadoras da Pastoral da Criança, integrou o Conselho Nacional de Saúde e trabalhou no Ministério da Saúde.

A premiação é promovida pela 2ª Secretaria da Câmara. O deputado Odair Cunha (PT-MG), segundo secretário da Mesa Diretora da Casa, ressaltou a importância de destacar o trabalho de quem faz com que a velhice seja uma fase bem vivida. “Você tem uma rede de cuidados de pessoas idosas nas mais diversas regiões desse Brasil continental e nós queremos, com essa iniciativa, valorizar cada vez mais pessoas e instituições que cuidam dessas pessoas”, disse.

Duas instituições de longa permanência tiveram o trabalho reconhecido pelo prêmio Zilda Arns: a Associação Casa Padre Luigi Brusadelli, do município de Santana (AP); e o Lar Torres de Melo, de Fortaleza (CE).

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, deputado Denis Bezerra (PSB-CE), falou sobre o Lar Torres de Melo, a instituição mais antiga desse segmento no estado, indicada por ele para a premiação. “É uma instituição filantrópica, não só trabalham com a institucionalização de pessoas idosas, mas também na formação de novos profissionais de saúde, que vão cuidar de futuras gerações, porque lá eles têm um programa de residência junto com uma universidade cearense”, explicou o deputado.

Lucia Severo, que recebeu o prêmio em nome do abrigo de idosos, salientou o desafio de prestar uma assistência de qualidade durante o período mais intenso da crise sanitária. “A gente trabalha com o idoso nos três graus de dependência. Então foi muito arriscado esse condomínio com 200 pessoas para isolar quem pegou a Covid e quem estava bem. Foi difícil mesmo. Tivemos perdas, mas o auxílio emergencial nos ajudou bastante e, graças a Deus, a gente sobreviveu e estamos bem.”

Políticas públicas

O secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Antonio Costa, se emocionou ao receber o prêmio, que dedicou à sua equipe. Entre as políticas públicas do governo federal para a parcela mais velha da população, ele destacou o pacto nacional de implementação da política de direitos dos idosos. “É um pacto que estamos levando aos estados brasileiros, para que, junto com os municípios, criem conselhos municipais da pessoa idosa, criem fundos municipais, para que a política nasça nos municípios. Essa é a nossa luta”, disse.

O gerontólogo Crismédio Costa, fundador do Movimento Nacional Vidas Idosas Importam, também foi homenageado na edição 2022 do Prêmio Zilda Arns. De acordo com ele, o movimento, que nasceu em Alagoas, está presente em mais cinco unidades da Federação. Crismédio enfatizou que todas as velhices devem ser acolhidas e respeitadas. “Daqui a alguns anos, seremos a sexta população idosa do planeta. Para que o envelhecimento, a qualidade de vida, a dignidade humana seja preservada, é preciso acessibilidade e humanismo no trato das pessoas idosas.”

O geriatra Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional do Envelhecimento, fechou a lista de homenageados. Em vídeo exibido durante a cerimônia de premiação, ele afirmou que muitas das mortes causadas pela pandemia do coronavírus poderiam ter sido evitadas e apontou a importância do combate à violência contra o idoso.

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