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Próxima etapa do Projeto S vai esclarecer tempo de duração de anticorpos

O Projeto S, estudo clínico realizado pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, já comprovou a efetividade no mundo real da CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, mas ainda pretende trazer respostas importantes para entender o controle da pandemia no Brasil. Por pelo menos mais um ano, a pesquisa continuará fazendo a avaliação coletiva da eficácia do imunizante na população de Serrana – tanto em relação aos vacinados quanto aos não vacinados.

Dentre as respostas que serão buscadas a partir de agora, com a continuidade da pesquisa, estão saber quanto tempo dura a imunização após a segunda dose da CoronaVac e se a vacinação precisará ser feita anualmente, assim como acontece com a vacina da influenza (gripe). Isso será possível ao observar a evolução dos casos positivos, internações e óbitos na cidade, comparando imunizados e não imunizados, e contrastando a situação de Serrana com cidades da microrregião de Ribeirão Preto.

“A pandemia tem um comportamento cíclico, então é necessário comparar com outros municípios para entender se os eventos são aleatórios ou se ocorreram devido à vacinação em Serrana”, explica o investigador principal do Projeto S e diretor do Hospital Estadual de Serrana, Marcos Borges. Os dados serão obtidos pelos sistemas eSUS e SIVEP, uma vez que todos os serviços de saúde notificam nessas bases oficiais.

Neste momento, os pesquisadores sequenciam as amostras positivas de testes para verificar a ocorrência de mutações e novas cepas do novo coronavírus na região. De acordo com Marcos, uma das preocupações do Projeto S era saber se a vacinação em toda a população adulta de Serrana induziria a novas mutações – o que não foi observado na pesquisa – e qual seria o comportamento do vírus em pessoas não vacinadas.

Os estatísticos do Instituto Butantan já estão criando modelos matemáticos com variáveis para entender como os resultados atingidos foram possíveis, em uma nova parte da pesquisa, mais analítica. “É um trabalho grande, porque nunca foi feito algo parecido. São modelos estatísticos novos”, declara o diretor do Hospital Estadual de Serrana.

Antes da vacinação na cidade, dados da Vigilância Epidemiológica de Serrana mostraram que aproximadamente 25% dos habitantes já haviam tido contato com o SARS-CoV-2. O investigador da pesquisa esclarece que o Projeto S responderá também se essas pessoas podem ou não ter um efeito adicional na imunidade.

O que já se sabe

O Projeto S trouxe respostas inéditas sobre a pandemia no Brasil. Com o estudo clínico, descobriu-se que, ao atingir uma cobertura vacinal de 75% da população adulta, é possível ter um bom controle da pandemia. “O número depende de fatores populacionais, mas conseguimos chegar a uma referência, um ponto de partida para atingirmos o objetivo da imunidade coletiva. É algo que não sabíamos antes”, ressalta o investigador principal da pesquisa, Marcos Borges.

Os benefícios da imunização da população em Serrana foram tanto diretos quanto indiretos. Não só a população adulta que recebeu o imunizante foi protegida, como também os jovens e crianças abaixo de 18 anos e idosos com comorbidades, por exemplo, que não participaram do estudo clínico.

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