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SP inicia Semana de Mobilização contra a Sífilis e reforça prevenção e combate à doença

A Secretaria de Estado da Saúde promove, entre os dias 25 e 27 deste mês, a 6ª edição da Semana Paulista de Mobilização Contra a Sífilis, como parte da programação do “Outubro Verde”, voltado à conscientização sobre a doença.

Com o tema “Os desafios do trabalho integrado em rede no território”, especialistas de saúde discutem virtualmente estratégias de combate à doença sífilis, especialmente da sífilis congênita (confira abaixo orientações e balanços).

“Essa troca de experiências tem a finalidade de incentivar o debate para o reforço das estratégias e definição de novas ações de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e eliminação da sífilis congênita”, explica o diretor técnico de saúde do programa estadual DST/Aids-SP, Alexandre Gonçalves.

A “Semana” acontece desde 2016 através de uma parceria do Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis/AIDS e Atenção Básica, da Secretaria de Estado da Saúde, com apoio do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS).

Podem participar gestores federais, estaduais e municipais de saúde; profissionais de saúde da rede pública, privada e suplementar; e estudantes e representantes da sociedade civil. As inscrições podem ser feitas através de formulário online pelo link: https://bit.ly/2YQNEmt.

As salas virtuais são disponibilizadas por web conferência na plataforma Zoom e transmitidas em tempo real pelo canal oficial do Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/AIDS-SP no YouTube, através do link: https://bit.ly/3j73oZk. A programação pode ser acessada em: bit.ly/3BPTFhw.

Orientações e balanços

A sífilis pode ser transmitida através de relações sexuais desprotegidas (sífilis adquirida) que pode acometer a população adulta e as gestantes e por transmissão vertical (sífilis congênita) quando ocorre a transmissão da doença da mãe para o bebê, durante a gravidez.

No Estado de São Pulo, nota-se queda nos casos de sífilis adquirida. Foram 37.299 casos em 2019, 38.157 em 2018 e 37.176 em 2017.

Contudo, a taxa de detecção da sífilis em gestantes está em ascensão. Em 2019, foram diagnosticados 12.676 gestantes com sífilis, contra 12.650 em 2018 e 10.804 em 2017. Apesar deste aumento, o diagnóstico associado ao tratamento oportuno e adequado, tem contribuído para evitar casos de sífilis congênita. “Se a gestante não realizar o diagnóstico de sífilis e tratar adequadamente, o bebê pode sofrer graves consequências, tais como, nascer prematuro ou com baixo peso, com alterações ósseas, lesões de pele, oculares e neurológicas ou evoluir para o óbito após o nascimento ou mesmo durante a gestação (aborto ou natimorto). A doença no adulto, se não tratada, também pode evoluir ao longo dos anos para formas mais graves” explica a coordenadora da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis do programa estadual, Carmen Silvia Bruniera Domingues.

No Estado de São Paulo, a sífilis congênita vem apresentando redução nos últimos anos: em 2019, foram registrados 4.013 de casos, contra 4.052 em 2018 e 4.141 em 2017. Os dados refletem estabilidade na taxa de incidência, em torno de 6,9 casos por mil nascidos vivos até o ano passado.

“Toda gestante deve realizar o teste para sífilis nos serviços de Atenção Primária a Saúde, durante o pré-natal, pelo menos em dois momentos: na primeira consulta que deve ser realizada, idealmente, no primeiro trimestre de gestação e no terceiro trimestre. Além disso, a gestante também deve ser testada na admissão para o parto, mesmo que os exames anteriores sejam negativos”, completa Domingues.

O Programa Estadual DST/Aids-SP disponibiliza tratamento e testes de sífilis e anti-HIV, que visam o diagnóstico precoce e podem ser realizados o ano todo. Essa política tem contribuído para o diagnóstico e tratamento oportuno de gestantes durante o pré-natal. Mais informações podem ser encontradas no site www.crt.saude.sp.gov.br.

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