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UFG sugere escalonamento do comércio no sistema 14 X 14

De acordo com números divulgados pelo secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, Goiás amanheceu hoje com 22.555 casos de covid -19, são basicamente 600 casos por dia nas últimas semanas. Os dados apresentados pelos pesquisadores da UFG alertam que este cenário pode piorar ainda mais. Caso as estratégias não mudem a curva vermelha mostra que até setembro podemos ter 18 mil mortes, para evitar este número seriam necessários 2 mil leitos de UTI. Mas o secretário disse que agora isso é impossível e o estoque de medicamentos já está comprometido.

“Temos uma previsão de amento de leitos, mas chegar a este número de UTI está fora da nossa realidade. Sobre os medicamentos mesmo Goiás estando na frente no processo de compra, nosso estoque também precisa ser reposto a cada seis dias”, disse o secretário.

Para evitar um colapso hospitalar e uma escalada de mortes, os pesquisadores da UFG sugeriram um escalonamento do comércio, com abertura das portas 14 dias e 14 fechadas e ainda a implantação de um sistema de monitoramento de pessoas infectadas para evitar novos contágios. Como os municípios têm autonomia sobre esta questão, o governador disse que o que for de competência do Estado, este escalonamento começa a manhã. Ele ainda ofereceu ajuda policial aos municípios que seguirem esta orientação. “Estamos colocando a nossa policia a disposição dos municípios que optarem por esta orientação, e da nossa parte não vamos transgredir os dados da UFG e vamos seguir à risca a partir de amanhã, permanecendo aperto só o essencial”, declarou o governador Ronaldo Caiado (DEM).

O procurador geral de justiça Ailton Vecci pediu uma sintonia de ações dos prefeitos e entidades classistas e disse que o Ministério Público vai continuar fiscalizando. “Primeiro vamos acompanhar de perto o emprego dos recursos federais no combate a covid-19 e não podemos permitir discrepância dos municípios com as decisões do estado, pontou o procurador.

Para evitar ainda mais um agravamento da situação, a Defensoria Pública do Estado de Goiás protocolou na noite de ontem (29), uma ação civil pedindo a suspenção por sete dias dos efeitos dos três últimos decretos municipais que flexibilizaram as atividades produtivas em Goiânia. A defensoria alega a baixa taxa de leitos de UTI.

 

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