TST decide que iFood não possui vínculo empregatício com entregadores

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que o iFood não possui vínculo empregatício com os entregadores que atuam na plataforma. A decisão reforça o entendimento de que a relação entre a empresa de tecnologia e os trabalhadores é de natureza autônoma, e não regida pelas normas tradicionais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O caso analisado envolvia a solicitação de reconhecimento de vínculo trabalhista por parte de um entregador, que alegava subordinação e dependência econômica. No entanto, a maioria dos ministros entendeu que os profissionais têm liberdade para escolher horários, aceitar ou recusar entregas e atuar em outras plataformas, características que afastariam a configuração de emprego formal.
A decisão do TST segue uma tendência já observada em outros julgamentos sobre aplicativos de entrega e transporte, consolidando um posicionamento favorável às empresas de tecnologia no modelo de economia digital.
Por outro lado, o tema continua gerando debate entre especialistas, sindicatos e autoridades. Críticos apontam que, apesar da autonomia formal, muitos entregadores enfrentam jornadas extensas e dependem financeiramente das plataformas, o que levanta discussões sobre direitos trabalhistas e proteção social.
Com o julgamento, o entendimento pode influenciar futuras ações judiciais em todo o país, servindo de referência para casos semelhantes envolvendo trabalhadores de aplicativos.




