Aparecida espera recolher mais de 12 mil pneus em dois dias de mutirão contra a dengue

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Ação ocorre nestas quarta e quinta-feira, 06 e 07 de março, para recolher o material descartado incorretamente. Apenas nesta primeira manhã, mais de 3 mil pneus já foram coletados

Para evitar o surgimento e destruir criadouros já existentes do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, chikungunya e zika, a Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida realiza, nestes dias 06 e 07 de março, um extenso recolhimento de pneus por toda a cidade. Até o momento, nesta primeira manhã dos trabalhos, já foram retirados das ruas mais de 3 mil pneus velhos ou sem utilização.

Nos dois dias, as equipes da Vigilância Ambiental vão percorrer todo o município com ênfase nas borracharias, praças, avenidas e terrenos baldios, em busca do material descartado incorretamente e que serve de criadouro para o mosquito. Os pneus recolhidos sempre têm destinação sustentável. Desta vez, serão encaminhados para a empresa Reverso Reciclagem de Pneus Ltda. Nesta quarta, o ponto de partida dos 30 profissionais envolvidos nas atividades foi na Avenida Independência, no Setor dos Afonsos.

Cuidado permanente

O secretário de Saúde Alessandro Magalhães reforça a importância da força-tarefa neste momento de grande incidência da dengue em todo o País: “Em Aparecida, até agora, foram confirmados 4.841 casos da doença. Com planejamento rigoroso e medidas de controle, nossos profissionais têm atuado com eficiência na prevenção e na assistência aos doentes. Mas, essa é uma questão de responsabilidade social e de união de forças. Toda a sociedade precisa contribuir cuidando de suas casas e estabelecimentos evitando qualquer acúmulo de água parada o ano inteiro, faça chuva ou faça sol.”

A superintendente de Vigilância em Saúde de Aparecida, Daniela Fabiana Ribeiro, destaca que os pneus são o terceiro principal criadouro do mosquito e que o descarte incorreto desse material é um grave problema ambiental: “Um pneu leva centenas de anos para se decompor e também pode armazenar água parada, tornando-se uma verdadeira maternidade para a reprodução do Aedes aegypti”.

Como solicitar a coleta

Daniela Fabiana acrescenta que a população também pode contribuir levando diretamente as carcaças de pneus para o ecoponto do Centro de Zoonoses (Rua Rodeio, Quadra 54, Setor Pontal Sul, Aparecida de Goiânia), que é adequado para esse tipo de descarte. “Ou pode-se solicitar o recolhimento do material pelo telefone 3545-4819”, orienta.

Já o coordenador de Vigilância Ambiental e Zoonoses, Edson Fernandes, que gerencia e acompanha pessoalmente as ações, aponta que a expectativa para os dois dias da força-tarefa é a de recolher mais de 12 mil pneus. Ele enfatiza que “o volume de coletas sempre é alto, mas para ampliar a proteção à comunidade precisamos de cada vez mais adesão social e de conscientização das pessoas. O perigo é ainda maior neste período quente e chuvoso, quando aumentam os locais ideais para que as fêmeas do Aedes depositem seus ovos. ”

Ele complementa: “É fundamental que as pessoas cuidem dos imóveis tirando cerca de 10 minutos por semana para verificar tudo e impedir que recipientes como garrafas, copos, latas, vasos de plantas e pneus armazenem água da chuva, além de manter as calhas limpas e as caixas d’água cobertas. Nesse sentido, a Prefeitura também faz mobilizações educativas em escolas, CMEIS, unidades de saúde e em empresas para orientar gente de todas as idades. ”

Parceria positiva

Muitas borracharias em Aparecida contribuem guardando pneus e avisando as equipes quando estão com os depósitos cheios. “É uma parceria muito positiva na qual toda a cidade ganha”, afirma o coordenador Edson. Um exemplo disso é o caso de Djalma Correia, proprietário há 13 anos de uma borracharia no Setor Santos Dumont. Ele conta que o recolhimento de pneus “é muito importante, uma ajuda. Eu mesmo tenho medo de pegar a doença, fico incomodado com a vizinhança, preocupado, verificando, digo que todos os borracheiros têm que fazer a sua parte. A turma da coleta sempre me dá suporte, não deixam a gente na mão. ”

Proprietária com o marido de uma borracharia há 9 anos no Parque Real, Rute da Silva Ferreira de Souza entregou vários pneus nesta quarta para uma equipe do mutirão. Ela os tinha guardado ao abrigo da chuva e disse que “tenho condições de levar os pneus por conta própria num local de coleta, estão até me orientando onde levar, é importante para todos nós. Mas muitos comerciantes não têm como levar e precisam da coleta. Todos têm que contribuir porque a dengue está matando, e vejo que os idosos, por exemplo, têm uma recuperação da doença muito mais difícil, às vezes nem recuperando a saúde como era antes. Não é brincadeira”.

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